sábado, 16 de maio de 2009

Empresas de TI tomam para si a tarefa de formar mão-de-obra

Preocupadas com a falta de mão-de-obra especializada em TI e com o desinteresse dos estudantes de nível médio pela área, algumas empresas nacionais resolveram tomar para si a tarefa de estimular estes jovens a seguir carreira.

Essa movimentação leva em conta a queda de 30% na procura pelos cursos de TI nos últimos cinco anos, segundo dados da Michael Page.

As empresas nacionais escolheram diversos modelos para estimular a formação. Em alguns casos, as iniciativas são dirigidas a universitários que já estejam em cursos relacionados à área. Em outros, o objetivo é estimular estudantes de nível médio a procurar estes curso em TI.

Um exemplo é a parceria mantida desde o início de 2007 entre o Resource, prestador de serviços de TI, e o Centro universitário Unisal, ambos de Americana (SP). Em conjunto com a Oracle, a empresa e a instituição de ensino fecharam parceria buscando melhorar a qualificação dos estudantes de graduação em TI da universidade.

"Somos a principal fábrica de software da Oracle. Com essa parceria, a dificuldade em se contratar profissionais qualificados será reduzida e estaremos com as portas abertas para os estudantes recém-formados", afirma Gilmar Batistela, presidente do Resource.

Outro objetivo do acordo é contribuir para a redução do êxodo de jovens profissionais para outras cidades, como São Paulo. "Estamos decididos a investir fortemente na região e a concentrar as principais atividades de nossa fábrica de software em Americana", garante Batistela. No ano passado, 54 alunos passaram pelos cursos e, para 2008, outros dois cursos que complementam os módulos oferecidos em 2007 estão programados.

Buscando profissionais na universidade
A Tivit é outra que aposta na parceria com instituições de ensino superior, só que com o objetivo de formar seus próprios profissionais.

Desde o ano passado, a companhia tem um acordo com a Universidade Anhanguera com descontos especiais aos funcionários da companhia. "Temos em nosso call center jovens com grande potencial, mas sem condições de fazer um curso superior. A parceria funciona como um incentivo e, ao mesmo tempo, faz com que nosso quadro ganhe em qualidade profissional", explica Caio Silva, diretor de sistemas da empresa.

Atualmente, cerca de 350 colaboradores da companhia fazem curso superior na universidade Anhangüera por causa da parceria. A previsão é que, ao final deste ano, muitos deles tenham bagagem para participar de processos internos de seleção. "As primeiras turmas começaram em junho de 2007 e outras em janeiro de 2008", lembra o executivo.


Att.
Edney Marcel Imme

Brasil formará 53 mil profissionais em 2011; déficit será de 470 mil


Brasil formará 53 mil profissionais em 2011; déficit será de 470 mil


 

O Brasil formará apenas 53 mil profissionais de Computação e Processamento de Tecnologia da Informação em 2011, quando neste mesmo ano, o país precisaria contar com 520 mil profissionais qualificados na área. Não à toa, a formação de mão-de-obra é considerada o "calcanhar de aquiles" para o Brasil reivindicar uma colocação melhor no ranking mundial de serviços de TIC.

Os dados fazem parte da quarta edição do Índice Brasil para Convergência Digital, produzido pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Os números foram tabulados a partir de dados oficiais de ministérios e de órgãos como IBGE e DIEESE, por exemplo, apuram ainda um dado que pode ser considerado "vergonhoso" para o Brasil: São formados 750 mestres por ano e 110 doutores. Número bem abaixo de vários outros países, inclusive, com economias inferiores às nossas.

Na devida proporção, observa Roberto Ramos, responsável pela consolidação dos números para a edição do Índice, a China, anualmente, forma cerca de 30 mil profissionais em Tecnologia da Informação.

O Índice Brasil para Convergência Digital existe para mostrar os níveis de penetração das TIC na sociedade brasileira. Referente ao ano de 2007, a quarta edição mostra que o índice brasileiro alcançou a marca de 5,85, quando em 2006, ficou em 5,80 - um incremento pequeno e fomentado pelas telecomunicações e pelo aumento de conectividade (oferta de banda larga, principalmente, nas grandes cidades).

Com esse percentual, no entanto, o Brasil fica bem distante de países como Espanha, Estônia e Portugal, que estão com índice entre 6,50 e 6,90. Para que o país, em 2010, pudesse alcançar essa marca, algumas medidas, observa a Brasscom, deveriam ser implementadas com o suporte do poder público - federal, estadual e municipal - e da iniciativa privada.

Entre elas, a geração de vagas nos principais cursos relacionados com a TI na rede pública; ampliar a participação das FATECs e CEFETs na formação de nível técnico superior em TI e utilizar os recursos de TI como ferramenta pedagógica para alunos e professores visando à melhoria da qualidade do ensino fundamental e médio.

"Um país sem educação não almeja chegar a lugar nenhum. Não basta dar ferramentas é preciso fomentar o conhecimento. Este é o maior desafio do Brasil", sinaliza o presidente da Brasscom, Antonio Carlos Gil.


Att.
Edney Marcel Imme

Segundo dados do IBGE, 57% da população economicamente ativa não tem o ensino fundamental

Segundo dados do IBGE, 57% da população economicamente ativa não tem o ensino fundamental

 

O baixo nível de escolaridade mostra a face obscura da mão-de-obra catarinense. Mais de 1,5 milhão pessoas aptas a trabalhar no Estado ainda não completaram o ensino fundamental, o antigo primeiro grau. Esse pessoal representa 57% da população economicamente ativa (PEA), que segundo a Pesquisa Nacional por Amostra e Domicílio, realizada pelo IBGE em 1999, totaliza 2,6 milhões.
O déficit educacional é perceptível independentemente de estatísticas. Basta visitar qualquer empresa de pequeno, médio ou grande porte para se ter uma vaga idéia da dimensão do analfabetismo que impera no processo produtivo do Estado. Levantamento dos dois últimos anos, feito pela Fundação Catarinense de Educação na Empresa (Fece), mostra que 490 mil trabalhadores com carteira assinada não possuem o ensino fundamental e 736 mil não têm o ensino médio, o segundo grau. A maioria deles se concentra nas indústrias.
O problema é ainda maior para quem depende da informalidade para viver. Neste caso nem levantamento existe. Sabe-se apenas que para cada 2,5 empresas formais há três informais no Estado. "E todas estão na mais absoluta carência de informação", diz o presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc), Luiz Carlos Floriani.
Para colocar essa mão-de-obra no banco escolar não será fácil. A maioria foi demitida das grandes empresas ao longo da década de 90 devido à abertura do mercado. Segundo Floriani, quem vive no auto-emprego prefere se debruçar sobre o trabalho diário do que estudar. "A pessoa não se dá esse tempo. Dessa forma, fica ainda mais marginalizada, pois além de ser um analfabeto tradicional, é analfabeto tecnológico."
O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Osvaldo Douat, diz que a questão faz parte de uma problemática social muito mais complexa. "Não adianta escola, se a pessoa não tem acesso a saúde, por exemplo." Nessa linha de raciocínio segue o coordenador de formação da Escola Sindical Sul da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Derci Pasqualotto. O dirigente sindical diz que a ausência de política específica para a escolarização de adultos resultou na alarmante quantidade de trabalhadores sem formação básica no Estado e no País. Dados da CUT mostram que 15,5 milhões de mulheres e homens com mais de 15 anos de idade, a chamada população economicamente ativa, não sabem ler e escrever no Brasil. A média escolar brasileira é de apenas quatro anos, enquanto na Europa a população estuda pelos menos 11 anos.

 

 

Grandes empresas
investem em educação

Programas ajudam a melhorar a qualidade e ampliar o faturamento

Joinville - A mazela educacional é combatida em pelo menos 40 das 50 grandes empresas catarinenses, segundo o programa de educação do trabalho do Serviço Social da Indústria (Sesi). Os exemplos mostram que quem investe na formação de seus funcionários consegue melhorar a qualidade dos produtos e aumentar o faturamento.
A Buettner, empresa têxtil há mais de cem anos no mercado, começou há dois formar seus trabalhadores no ensino fundamental e médio. De lá para cá, já conseguiu reduzir o índice de má qualidade dos produtos que em 1998 era de 9,5%. Em 1999, baixou para 8% e no ano passado fechou em 6,4%.
O faturamento também teve bom desempenho. Três anos atrás a empresa faturou R$ 68 milhões; em 1999, subiu para R$ 99 milhões, e em 2000 para R$ 120 milhões. "Uma fatia desse quadro é resultado do investimento em capital humano. Foram R$ 300 mil só no ano passado", diz o gerente de recursos humanos da Buettner, Arysnaldo Carvalho.
A empresa já formou 62 empregados. O projeto Chão de Fábrica motivou mais 170 pessoas, que estão a caminho da formatura. Os funcionários estudam no horário do expediente. Segundo Carvalho, durante as 8 horas de trabalho cerca de 30 minutos são destinados a tirar dúvidas das matérias estudadas em casa. As disciplinas são divididas em módulos. Os interessados em voltar a estudar ou se alfabetizar pagam 50% do custo arcado pela empresa. Cada empregado desembolsa R$ 12,00.
Na Tigre, líder do mercado de tubos e conexões da América Latina, a formação escolar dos funcionários também se traduz em ganhos de qualidade e produtividade. A empresa não quis revelar números para comprovar a informação do assessor de Recursos Humanos da indústria, Francisco Carlos Moser. "Podemos afirmar que isso (aumento de qualidade e produtividade) efetivamente acontece, à medida que o colaborador passa a ter uma melhor compreensão de manuais, normas, instruções e orientação do coordenador", diz Moser. A primeira turma de funcionários da Tigre vai concluir o ensino médio em outubro.
Os empregados da Vanzin, líder do mercado de reposição de escapamentos, estão familiarizados com as aulas na empresa há seis anos. Ao todo já foram alfabetizados 110 funcionários e familiares. O programa, batizado de "CrerSer", tem parceria com a prefeitura de Xanxerê, onde fica a matriz da empresa. "Devido a esse trabalho já conseguimos a ISO 9001, que possibilita ampliar o nosso mercado", explica o assessor de comunicação e marketing da empresa, Auro Antônio Pinto. (Silvia Pinter)


Att.
Edney Marcel Imme

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Quais são as certificações mais valorizadas do mercado

Constantemente as empresas estão exigindo certificações de seus funcionários.

Muitas pesoas investem nelas visando se diferenciar no mercado, a revista Computerworld publicou uma matéria lista as mais quentes certificações, as que realmente fazem diferença e para completar ainda listam aquelas que perderam prestigio.
Att
Edney Imme

Todas as Revistas VEJA na íntegra

Oi Pessoal...

 

Estou enviando para vocês, um Link de acesso à  todas as revistas Veja, editadas pela Abril nesses últimos 40 anos.  Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas.
 
É um trabalho impressionante e creio que servirá como fonte de consulta e garimpagem de dados para efetivação de eventuais trabalhos de pesquisa.
 
Todas as edições de VEJA poderão ser consultadas na íntegra na web
 
A revista VEJA abre todo o seu acervo de 40 anos de existência na internet.
 
Todas as edições poderão ser consultadas na íntegra em formato digital no endereço
http://veja.abril.com.br/acervodigital/
 
A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.
 
O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.
 
O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias.
 
Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.
 
Com investimento de R$ 3 milhões, o projeto é resultado de uma parceria entre a Editora Abril e a Digital Pages e levou 12 meses para ficar pronto. Mais de 2 mil edições impressas foram digitalizadas por uma equipe de 30 pessoas. O banco Bradesco patrocinou a iniciativa.