terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Falta de pessoal qualificado em TI desafia companhias

Oito em cada dez líderes de TI relatam que a falta de competências dentro de seus departamentos afeta pelo menos uma área de negócios.

Resultados de pesquisa recente realizada pela Computer Technology Industry Association (CompTIA), mostram o impacto da escassez de habilidades de TI na rentabilidade das organizações, produtividade, inovação, velocidade do mercado, segurança e atendimento ao cliente.

O estudo, realizado no formato online entre 15 de dezembro de 2011 e 23 de janeiro de 2012, pediu a 502 gerentes de TI e de negócios nos Estados Unidos para avaliarem a escassez de competências em seus departamentos de TI, o impacto dessas deficiências de mão de obra especializada em suas organizações, e como eles tentam resolver a escassez de talentos em TI.

Uma esmagadora maioria (93%) relatou alguma diferença entre as habilidades técnicas que suas equipes de TI possuem e as habilidades que suas empresas precisam. Desses, 83% disseram que essa diferença é de pequena a moderada; já 9% afirmaram que as habilidades de suas equipes de TI não chegam perto do que precisariam ser. Apenas 7% dos entrevistados acreditam que suas equipes de TI possuem as habilidades necessárias.

As habilidades que os entrevistados classificaram como as mais importantes para a TI, hoje, são as seguintes (todas foram apontadas como muito importante por mais de 70% dos pesquisados):

  1. rede/infraestrutura
  2. servidores/gestão de data center
  3. armazenamento/back-up
  4. cibersegurança
  5. banco de dados/gestão de informação
  6. help desk/suporte de TI
  7. telecomunicações/comunicações unificadas
  8. impressoras/copiadoras/fax
  9. analytics/negócios
  10. web design e desenvolvimento

Como a a falta de competência de TI afeta as empresas
Oito em cada dez líderes de TI e gerentes de negócios relatam que o déficit de competências dentro de seus departamentos de TI afeta pelo menos uma área de negócios.

Veja abaixo o impacto da escassez de habilidades de TI sobre a produtividade de atendimento ao cliente, segurança, inovação, velocidade para o mercado e rentabilidade em empresas de pequeno, médio e grande porte (em pocentagem dos que dizem que a escassez das habilidades de TI dentro de suas organizações prejudica cada um dos itens).

Produtividade
As grandes empresas: 44%
Empresas de médio porte: 43%
Pequenas empresas: 41%

Atendimento ao Cliente

As grandes empresas: 33%
Empresas de médio porte: 34%
Pequenas empresas: 26%

Segurança
As grandes empresas: 32%
Empresas de médio porte: 39%
Pequenas empresas: 29%

Inovação / Desenvolvimento de Novos Produtos
As grandes empresas: 29%
Empresas de médio porte: 33%
Pequenas empresas: 23%

Velocidade para o mercado
As grandes empresas: 29%
Empresas de médio porte: 33
Pequenas empresas: 23

Rentabilidade
As grandes empresas: 15%
Empresas de médio porte: 15%
Pequenas empresas: 23%

Causas do déficit de competências
Pouco mais de 45% dos entrevistados acreditam que o ritmo acelerado do desenvolvimento tecnológico é o principal fator para a falta de habilidades de TI dentro de suas organizações. A tecnologia muda tão rápido que é difícil para os profissionais de TI manterem-se atualizados.

"A inovação ocorre mais rápido, os ciclos de vida dos produtos passaram a sermedidos em meses, em vez de anos e a concorrência do mercado nunca foi tão grande. Consequentemente, as organizações e as equipes de TI são pressionadas cada vez mais a decidirem onde investir o seu tempo limitado", observa a pesquisa. Outras causas do déficit de competências incluem:

  • A falta de dinheiro do orçamento para o desenvolvimento profissional, citada por 43% dos pesquisados
  • A percepção de falta de melhoria que vem de treinamento, citada por 39% dos entrevistados
  • A baixa remuneração de algumas funções da área de TI, citada por 29%
  • Dificuldade de fornecer treinamento durante o horário de trabalho, citada por 23%
  • Concurso para um conjunto limitado de trabalhadores qualificados de TI, citada por 20%.

Como as empresas devem enfrentar o déficit de competências
Apesar da falta de recursos financeiros para a formação e a percepção de que as empresas investem pouco em treinamento, a formação ou reciclagem do pessoal de TI existente nas áreas onde faltam habilidades é forma como as organizações de grande porte tentam resolver a escassez de pessoal qualificado.

O método de treinamento mais popular ussdo pelos departamentos de TI é o online, empregado por 50% dos entrevistados. Quase sempre disponibilizado pelos fornecedores. O treinamento em sala de aula ficou em terceiro lugar (37%).

Quase quatro em cada dez (38%) entrevistados opta pela terceirização para lidar com a escassez de competências. As pequenas empresas são mais propensas a terceirizar enquanto as companhias maiores são mais propensas a investir em formação. Pouco mais de um quarto (28%) tentar resolver a escassez de competências contratando novos funcionários com as competências desejadas.


Fonte: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2012/03/20/falta-de-pessoal-qualificado-em-ti-desafia-companhias/

Quem os CIOs querem contratar?

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2013/01/08/quem-os-cios-querem-contratar

Prepare-se para as oportunidades que poderão acontecer em 2013 e mudar o rumo da sua carreira.

O número de empresas que planeja contratar profissionais de tecnologia continua crescendo. É o que revela a pesquisa Previsões para 2013, realizada pela COMPUTERWORLD nos Estados Unidos, com 334 executivos de TI.  Mais de 30% deles (33%) disseram que planejam aumentar seus quadros nos próximos 12 meses. Este é o terceiro ano consecutivo que a percentagem de respondentes com planos de contratação aumenta. Em 2012, o incremento foi de 29%, 23% em 2010 e 20% em 2009. Todos comparados aos anos anteriores.

O mercado está aquecido também no Brasil, em razão da expansão de muitas empresas, especialmente impulsionada pela proximidade dos megaeventos esportivos que serão sediados em solo nacional [Mundial de futebol e Olimpíadas]. Cenário, portanto, favorável para quem busca uma oportunidade. Mas as chances não são para todos. É necessário ter as habilidades corretas, que estão na mira de CIOs e executivos de TI. 

Segundo Mariana Horno, gerente sênior da divisão de Legal, RH e TI, da Robert Half no Brasil, consultoria especializada no recrutamento de talentos, por aqui os profissionais de TI devem apresentar conhecimento técnico aprofundado e certificações correlatas a esse conhecimento específico.

"Além disso, o perfil comportamental tem sido importantíssimo. É necessário, na maior parte das vezes, boa comunicação, ser mão na massa e dedicado", garante. A executiva diz perceber atualmente uma movimentação corriqueira, demandando profissionais no segmento de meios de pagamento, e-commerce e indústria farmacêutica.

"O primeiro trimestre do ano costuma ser mais moroso no processo de contratação, por conta das férias de verão e do Carnaval. Porém, é bom buscar oportunidades e a possibilidade de conseguir um emprego é alta", relata, acrescentando que é preciso ter paciência, pois pode ser que o tempo de processo demore um pouco mais por conta do número reduzido de dias úteis no período.

"Hoje, temos, em média, entre 20 e 25 vagas de TI por mês. Esse número é um pouco variável, pois há algumas em andamento e outras que chegam durante a semana", avisa.

De acordo com Cristiani Martins, diretora comercial da Atlantic Solutions, consultoria da área de TI, percebe-se hoje forte demanda por profissionais especializados em web. "Os chamados desenvolvedores Java cloud estão em alta", afirma e destaca que para o crescimento na carreira, hoje é necessário ter capacidade para gerenciar projetos, conhecimento de processos (ITIL) e, especialmente, visão de negócios. "Treinamos muitos profissionais e eles costumam buscar especialização em governança de TI e em Java Mobile." 

"Quando você olha para qualquer tendência de pesquisa ou de mercado, TI é sempre um dos dois primeiros ou três tópicos mencionados como ponto brilhante no mercado de trabalho, e é muito simples o motivo", diz John Reed, gerente-executivo sênior da Robert Half nos Estados Unidos. Segundo ele, é porque ela define os rumos da empresa, visto que melhora a produtividade e acelera a realização de melhores decisões de negócios. "Portanto, as empresas estão investindo nisso, e você tem de ter pessoas experientes nessa tarefa", recomenda.

Para o diretor de TI do Grupo Fleury, Claudio Laudeauzer, quando se fala em habilidades de profissionais de TI no grupo, leva-se muito em conta a paixão pelo que faz, trabalho em equipe, simplicidade de ações, criatividade e visão ampliada.

"Damos preferência a quem possui MBA, porque tem visão focada em business. Além da técnica, teve a oportunidade de trocar ideias e experiências com os colegas", destaca. "Aqui, a tecnologia não é por tecnologia."

Laudeauzer diz que, no atual mundo digital, são necessários profissionais antenados com tendências como aplicativos móveis e mídias sociais, que tragam oportunidades para o Fleury. "O mundo está mudando e precisamos fazer o melhor para o cliente e surpreendê-lo."

O Grupo Fleury planeja fortalecer a equipe em 2013 e conhecimentos em mobilidade e segurança da informação são algumas das exigências. "Mas teremos de treinar esses colaboradores para o novo cenário, contudo, dentro da corporação. Não adianta impor regras, temos de educar", ensina. E alerta: "Temos de transmitir a paixão pelo trabalho. O ambiente estará seguro com a conscientização."

Para as contratações no próximo ano, o executivo diz que as competências técnicas vão depender das necessidades internas, mas existe demanda para profissionais especializados em BI, BA, CRM, e tudo o que aprimore o relacionamento com o cliente. "É preciso ter capacidade de transformar dados em informação. Em qualquer tipo de negócio."

O momento na Spaipa, fabricante e distribuidora Coca-Cola, também é de crescimento. Por isso, há busca por talentos, segundo Claudio Antonio Fontes, Cio da companhia.

"O perfil técnico passa por algumas áreas. Mas recrutamos profissionais especializados em diferentes tecnologias para bancos de dados e ERP, por exemplo. Isso porque a ideia é abrimos o leque para conhecimento em outras plataformas, incluindo sistemas operacionais", revela.

Fontes destaca que o profissional deve ter formação técnica muito forte e conhecimento profundo nos diversos níveis. "De júnior a sênior, tem de ser bom no escopo que ocupa, compondo as habilidades necessárias para cada uma das funções", diz.

Inglês e espanhol são requisitos padrão no setor, segundo Fontes. "Alguns colegas já pedem também o alemão", relata, acrescentando que preferencialmente busca candidatos em polos de formação como universidades federais e estaduais e particulares de maior reconhecimento nacional.

"Estamos de olho no profissional disposto a fazer trabalhos colaborativos. Quanto mais ele estiver preocupado com o outro, nos interessa bastante", revela, brincando que está à procura dos "arquitetos" de "alguma coisa". "Virou a palavra da moda." 

Ele afirma que busca perfis que se alinhem aos projetos eletrônicos da empresa, que envolvem portabilidade ou mobilidade. "Eles têm de ter conhecimento de processos, um mix de analista funcional, com conhecimento técnico e das ferramentas aplicáveis a eles, para facilitar as tomadas de decisão, além de capacidade para gerenciar projetos", aponta. "E, claro, com visão de negócios."

Com estratégia diferenciada e de tradição, o Bradesco colhe seus frutos na Fundação Bradesco, sintetiza Aurélio Boni, vice-presidente-executivo de TI do Bradesco. "Nosso sistema de carreira é bem fechado e a fundação forma nossos profissionais."

Segundo ele, a unidade recebe não somente parentes dos funcionários do banco, mas também reserva uma parte para o público externo. "Lá, é possível começar bem cedo. Meus dois filhos ingressaram na Fundação com quatro anos de idade, formaram-se e tiveram a oportunidade de trabalhar na instituição", conta.

Boni afirma que o perfil que o Bradesco quer hoje de seus profissionais da área de TI é bastante moderno e reúne habilidades que possibilitem perfeito entendimento e desenvolvimento em um mundo dependente de aplicativos móveis. "Porque essas tecnologias são facilitadoras de atendimento ao cliente. Hoje, são uma exigência", alerta.

Ele engrossa o coro unânime dos CIOs sobre a visão de negócios, que considera vital no atual cenário. "E isso não se aprende da noite para o dia. Ter conhecimento do negócio facilita a conversa com o gestor, fica mais fácil até mesmo direcionar os projetos", relata.

Ele revela que com essa habilidade, é possível o gestor endereçar cada tipo de projeto para um profissional específico. "Promove mais segurança ao chefe da equipe, na certeza de que o trabalho será entregue. Gera confiança. É preciso ainda trabalhar em colaboração e, fundamentalmente, ter visão globalizada e muito clara do negócio", categoriza.

Para Tania Nossa, CIO da Alcoa, atuante na área de minério de ferro, a empresa busca nos profissionais características como pensamento ilimitado, preferência pelo risco, inovação, determinação, capacidade de aprendizado, orientação para mudanças, foco em resultados e entusiasmo pelo trabalho. "E, além disso, saber compartilhar dos valores da Alcoa", destaca a executiva que também se prepara para os novos desafios que surgirão com a chegada do novo ano e a prática de tudo o que está planejado para acontecer. 

As top 10 habilidades em TI nos EUA para 2013

1. Programação e desenvolvimento de aplicativos

2. Gerenciamento de projetos

3. Help desk/Suporte técnico

4. Segurança

5. Business Intelligence/Analytics

6. Nuvem/SaaS

7. Virtualização

8. Networking

9. Aplicativos móveis e gerenciamento de dispositivos

10. Data center

(Fonte: Computerworld/EUA)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Universitários de TI podem concorrer à bolsa no exterior até 14/01

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2013/01/03/universitarios-de-ti-podem-concorrer-a-bolsa-no-exterior-ate-14-01/

Inscrições estão abertas pelo programa Ciências sem Fronteiras para intercâmbio estudantil na Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Reino Unido.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), recebe inscrições por meio do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) para o intercâmbio estudantil em seis países, na modalidade Sanduíche, até o dia 14/01. A previsão para o início das atividades nas universidades estrangeiras é o mês de julho. 


Estão abertas as inscrições para instituições de ensino na Austrália, no Canadá, na Coreia do Sul, na Espanha, na Holanda e no Reino Unido. Há chamadas para graduação Sanduíche em outros nove países, com o mesmo prazo de inscrição, pela Coordenação de Aparfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC), agência responsável pela gestão do programa ao lado do CNPq. Veja aqui mais informações.

Os valores das bolsas concedidas pelo CNPq variam de acordo com a moeda de cada país. O repasse dos de benefícios como os auxílios instalação, deslocamento e material didático, além do seguro saúde e taxa de matrícula, também será definido de acordo com as regras específicas de cada chamada.

As áreas que oferecem vagas nos seis países são: engenharias; ciências exatas e da terra; biologia, ciências biomédicas e da saúde; computação e tecnologias da informação; tecnologia aeroespacial; fármacos; produção agrícola sustentável; petróleo, gás e carvão mineral; energias renováveis; tecnologia mineral; biotecnologia; nanotecnologia e novos materiais; tecnologias de prevenção e mitigação de desastres naturais; biodiversidade e bioprospecção; ciências do mar; indústria criativa; novas tecnologias de engenharia construtiva; e formação de tecnólogos.

Entre os países com vagas abertas alguns incluem cursos ligados à indústria criativa, voltados a projetos e processos direcionados ao desenvolvimento tecnológico e de inovação. Podem se inscrever estudantes de arquitetura, design, software, jogos de computadores, cinema, vídeo, fotografia, música, artes, televisão, conteúdos digitais, editoração e publicação eletrônica.
Estudantes

Os graduandos brasileiros poderão permanecer por 12 meses para conclusão dos estudos em tempo integral. Há ainda a possibilidade da extensão da bolsa por até seis meses, para aperfeiçoamento de idioma do país para o qual foi selecionado. Parte deste período poderá ser dedicada a estágio de pesquisa ou inovação tecnológica, em instituições ou centros de pesquisa. A divulgação do resultado final com os selecionados para o intercâmbio será publicado no Diário Oficial da União (DOU) e na página do programa Ciência sem Fronteiras.

O candidato deverá obrigatoriamente estar matriculado em algum dos cursos de graduação listados, ter frequentado no mínimo 20% e no máximo 90% do currículo definido para seu curso no momento do início previsto da viagem de estudos, apresentar perfil de aluno de excelência baseado no bom desempenho acadêmico segundo critérios da instituição de ensino superior e apresentar teste de proficiência no idioma do país escolhido.

Para mais informações e inscrições, acesse os endereços abaixo:

Austrália

Canadá

Coreia do Sul

Espanha

Holanda

Reino Unido

*Com informações da Agência MCTI


Att.
Edney Marcel Imme

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Faculdades da Grande Florianópolis investem em cursos de jogos digitais

Aumento da venda de smartphones e outros aparelhos portáteis alavancou o mercado da região

Faculdades da Grande Florianópolis investem em cursos de jogos digitais Cristiano Estrela/Agencia RBS
Os sócios Kléber Vieira e Daniel San Martin Filho, abriram em 2009 a Fisiogames, empresa da Capital pioneira em criação de jogos para reabilitação de pacientes Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A procura por qualificação na indústria de jogos digitais se intensifica na Grande Florianópolis. Tanto que, no ano que vem, mais dois cursos serão abertos na área, desta vez classificados como graduação – Jogos Digitais, na Estácio de Sá, e Design de Jogos e Entretenimento Digital, na Univali.

Com um mercado que ultrapassa 200 profissionais, inseridos em cerca de 17 empresas desenvolvedoras de games para dispositivos móveis e computadores, de acordo com a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), a expectativa é de que o mercado cresça ainda mais – alavancado, principalmente, pelo aumento de vendas de smartphones e outros aparelhos portáteis, como tablets.

O coordenador do curso de Jogos Digitais da Estácio de Sá, Clodomir Coradini, conta que a graduação é requisitada pela filial catarinense desde 2006. No Sudeste e Nordeste, onde existe o maior polo tecnológico de games, a oferta já acontecia. O curso abrange ensino de programação e arte para jogos, além de noções sobre mundo dos negócios, um start para quem pretende se tornar empresário no setor.   

— A procura por profissionais nessa linha de conhecimento é bastante intensa no Estado. A área de tecnologia da informação só não cresceu em 2011, na Grande Florianópolis, por falta de profissionais – diz.

Outra instituição de ensino que aposta no mercado é a Univali, que abre vagas, no ano que vem, para o bacharelado em Design de Jogos e Entretenimento Digital – com três anos de duração e que foca na parte artística dos games. Desde 2008, a universidade tem experiência nesse tipo de qualificação, quando ofertou o curso de Tecnólogo em Jogos Digitais, hoje bem citado no mercado de games da Capital.

A coordenadora Alita Maria da Rocha Fernandes defende que, diferente da graduação, o tecnólogo é direcionado para a programação dos jogos, e o curso habilita o profissional em um tempo mais curto do que o curso de Ciências da Computação, que chega a durar pelo menos o dobro do tempo.

Mercado de jogos é a F-1 da computação

– Os alunos, como têm formação sólida na computação gráfica, são absorvidos pelas empresas de jogos e também pelo setor de tecnologia da informação para o desenvolvimento de computação gráfica e aplicação dos games em dispositivos móveis – afirma.

Aproximadamente um ano depois do curso da Univali ter início, os sócios Kléber Vieira e Daniel San Martin Pascal Filho, formados em Ciências da Computação, abriram a Fisiogames, empresa da Capital pioneira em criação de jogos para reabilitação de pacientes lesionados. A ideia deu certo: o programa de computador, desenvolvido por uma equipe multidisciplinar que contou, inclusive, com um psicólogo, é utilizado por clínicas do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco.

Vieira compara o mercado de jogos à Fórmula-1 da Ciências da Computação, porque precisa de computadores modernos e utiliza muita tecnologia para construção de detalhes dos avatares e ambientes que comporão o enredo do game. Ele acredita que a abertura de cursos na área ajudarão empresas como a dele, que aguardam por mão de obra qualificada.

– Quanto mais profissionais trabalhando no mercado, melhor para a gente – ressalta Vieira.

Ficou interessado?

- De acordo com pesquisa da Acate, o salário médio de um programador de jogos iniciante em Florianópolis é parecido com o salário médio de um programador tradicional, entre R$ 2 e 3 mil

- Porém, existem programadores de jogos que ganham mais de R$ 5 mil de salário inicial, como aqueles especializados na área de terceira dimensão (3D)

- Há também várias carreiras na área, como programador de jogos, artista, game designer (que faz o projeto do jogo), áudio designer e produtor. Todas essas carreiras ainda possuem diversas subdivisões

- Dennis Kerr Coelho, diretor da Vertical Games, de Florianópolis, e coordenador da pesquisa, conta que a maneira mais fácil de entrar no mercado é fazer um curso com foco em programação de jogos ou arte para jogos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Como profissionais de TI podem concorrer à bolsa para estudar no exterior

Programa Ciências sem Fronteira financia cursos de graduação e pós-graduação sanduíche fora do Brasil. Inscrições para seleção de 2013 já estão abertas.

Estão nos seus projetos dar um upgrade na sua carreira em 2013 com estudos fora do Brasil. Jovens talentos que estão fazendo graduação na área de Tecnologia da Informação ou profissionais que já atuam no mercado e fazem pós-graduação podem concorrer a uma bolsa para estudar no exterior pelo programa Ciências sem Fronteira (CsF). As inscrições para seleção para o próximo ano estão abertas.

O prazo das inscrições para bolsa em cursos de graduação sanduíche vai até 14 de janeiro. Já para os programas de doutorado o prazo encerra no dia 31 de janeiro de 2013.

O CsF foi criado pelo governo federal com o objetivo de promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, inovação e competitividade brasileira por meio do intercâmbio com universidades estrangeiras. Diversas instituições da Europa, Estados Unidos e Canadá já fecharam acordo com o Brasil para apoiar a iniciativa.

Uma das parceiras do CsF é a Fundação Lemann que firmou acordo de cooperação com o governo brasileiro  para facilitar a inclusão de seis universidades de excelência no programa que são Harvard, Stanford, Columbia, Yale, Illinois e University of California (Los Angeles).

Pela iniciativa, alunos de graduação e pós-graduação têm a oportunidade de fazer estágio no exterior e manter contato com sistemas educacionais de tecnologia avançados.

Em operação desde julho de 2011, o CsF tem a meta de financiar 101 mil bolsas até 2015 para estudantes e pesquisadores no País e exterior. Desse total, 75 mil bolsas serão concedidas pelo governo federal e 26 mil pela iniciativa privada. Entre as instituições brasileiras que estão apoiando a iniciativa estão a Federação Brasileiras de Banco (Febraban), Petrobras, Vale do Rio Doce e Eletrobras.

Balanço que acaba de ser divulgado pelo governo federal revela que em pouco mais de um ano foram beneficiados 21.418 mil bolsistas, entre os quais 1.185 são de cursos da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

O programa beneficia alunos da graduação e pós-graduação de cursos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. A área de TIC é uma das prioridades em razão do crescimento dessa indústria e carência por mão de obra especializada.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), revelam que a escassez por profissionais capacitados é uma barreira para sustentar o crescimento do setor de TIC que registra taxas de expansão acima de 10% ao ano.

Esse é um negócio que movimenta 197 bilhões de dólares (em 2011) e tem um peso significativo na economia do País, tendo respondido por 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado.

O setor de TIC foi considerado pelo governo da presidente Dilma Rousseff uma das indústrias essenciais para a competitividade e produtividade da economia nacional. Pesquisa da IDC, contratada pela Brasscom, prevê que até 2015 o segmento continuará aquecido, registrando taxas de crescimento de 10% ao ano.

Atualmente, o setor emprega 1,2 milhão de profissionais. Entretanto, esse exército não é suficiente para atender as demanda da indústria. Estudos da Brasscom apontam que o País deverá fechar 2012 com um déficit de 115 mil especialistas em TI, ante 92 mil no ano passado.

Formação de novos cérebros

O CsF é uma das iniciativas do governo federal para tentar reverter esse quadro, com a formação de novos cérebros tanto para transmissão de conhecimento nas universidades quanto para atuar no mercado de trabalho, ajudando nos projetos de inovação da indústria. Existem outros programas como o Pronatec e Brasil Mais TI.

O programa é coordenado pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). O apoio financeiro vem de instituições de fomento das duas pastas que são CNPq e Capes. Também é suportado pelas Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O CsF financia bolsas de estudos de graduação e doutorado sanduíche, que significa que o aluno pode fazer uma parte do curso no Brasil e outra no exterior. O programa beneficia ainda doutorado pleno, pós-doutorado, professor visitante especial e jovem talento que vão estudar fora do País.

De acordo com o balanço do CsF, os mais de 21 mil bolsistas atendidos pelo programa até agora estão espalhados por mais de 30 países, onde há instituições parceiras do projeto.

"Os bolsistas do CsF devem voltar e permanecer no País por, pelo menos, o mesmo período em que ficaram estudando no exterior com o nosso apoio. Com isso, devem contribuir com pesquisas em empresas e instituições brasileiras", informa o coordenador do CsF na Capes, Geraldo Nunes Sobrinho.

O governo brasileiro paga 100% dos custos dos pesquisadores no exterior. A bolsa inclui auxilio para deslocamento, moradia, plano de saúde. Confira aqui os valores que o CsF financia para cada curso no exterior

O programa também busca atrair pesquisadores estrangeiros que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os brasileiros em áreas consideradas estratégicas. A iniciativa dá ainda oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Novas inscrições

O CsF lançou no mês passado as novas chamadas para graduação sanduíche para interessados em estudar na Austrália (G8/ATN), Alemanha, Canadá (CALDO/CBIE), Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Hungria, Itália, Japão, Noruega, Portugal, Reino Unido e Suécia.

As inscrições vão até 14 de janeiro de 2013. Os bolsistas iniciarão suas atividades no exterior a partir de meados de 2013, caso realizem curso de idioma, ou, em setembro de 2013. Para saber detalhes sobre o tempo prévio ao início do semestre letivo para curso de idioma no exterior o candidato deverá observar o texto de cada chamada.

Para Austrália foi adicionada a chamada para o ATN, conheça mais sobre as Universidades Tecnológicas da Austrália clicando aqui. Para os Estados Unidos foram liberadas duas chamadas: uma para tecnólogos e outra para as Universidades e Instituições Comunitárias Historicamente Negras.

Foram reabertas as chamadas para Alemanha, Austrália-G8, Canadá-CALDO e CBIE, Coreia do Sul, Holanda e Reino Unido para entrada em setembro de 2013. Novos países entraram nestas demandas tais como: Espanha, França, Hungria, Japão, Suécia e Portugal.

As chamadas para novos países e as abertas em julho desse ano, as quais foram retificadas neste lançamento, trazem novos requisitos e cursos específicos de graduação os quais são os únicos elegíveis à concessão da bolsa.

Quem pode concorrer ao CsF

O candidato deve ter nacionalidade brasileira ou ser naturalizado. Precisa estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior no Brasil em cursos relacionados às áreas prioritárias do programa e ter concluído 20% do currículo previsto para o curso no País.

Os interessados têm que ter sido classificado com nota do Exame Nacional do Ensino Médio  (Enem) com no mínimo 600 pontos. É exigido bom desempenho acadêmico.

De acordo com os requisitos, será dada preferência aos candidatos que foram agraciados com prêmios em olimpíadas científicas no País ou exterior. Também levam vantagem os que tenham tido ou estão usufruindo de bolsa de iniciação científica ou tecnológica do CNPq ou Capes.

Na listagem de cursos de graduação contemplados pelo programa, a área de TIC aparece com diversos cursos.