quarta-feira, 8 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Setor de TI vive momento de retomada, diz consultoria
Após um período de projetos congelados por conta da crise, o setor de tecnologia da informação (TI) volta a esquentar as turbinas. É o que afirma Claudia Barronca, gerente de RH da Topmind, consultoria que atua nos mercados de TI, telecomunicações e recrutamento. De janeiro até junho foi registrado um crescimento de 35% no volume de vagas, com uma retomada maior de abril para cá.
"Aos poucos, as empresas começam a tirar da gaveta os investimentos adiados, refletindo na criação de novas oportunidades", afirma. Entre os profissionais mais demandados, ela cita os ligados a projetos, a soluções SAP e desenvolvimento de sistemas (Java e .Net).
De acordo com Claudia, especialistas SAP continuam bastante valorizados por duas razões: projetos que estão em fase final de implantação e novos módulos que começam a ser adquiridos pelas empresas. "Há uma falta de gente que domine essas novas versões, por isso enfrentamos dificuldade em encontrar mão-de-obra", explica.
Também há uma busca grande, segundo Claudia, por profissionais com experiência em tecnologias mais antigas, a exemplo das linguagens Cobol e Delphi, além dos tradicionais Mainframes. "Nesses casos, dificuldade é imensa e o trabalho de recrutamento é intenso".
A gerente de RH da Topmind destaca a mudança dos perfis exigidos pelas companhias nos processos de contratação. Há uma preferência por profissionais multitarefa, que tenham competências além do escopo técnico. "Esse é um pré-requisito que tem se tornado cada vez mais forte, juntamente com as características comportamentais", diz.
A postura do profissional de TI hoje, observa Claudia, mudou bastante nos últimos cinco anos. "No passado, as habilidades interpessoais não era tão evidentes", ressalta. Agora, o foco é exatamente em pontos como capacidade de trabalhar em equipe e proatividade. "Diante de equipes mais enxutas, as empresas têm necessidade de que suas equipes consigam interagir melhor com outras áreas".
Att.
Edney Marcel Imme
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Autodesenvolvimento: O grande desafio
Na última reunião mensal do nosso Grupo de CIOs do Rio Grande do Sul
prestamos uma justa homenagem a Eduardo Werneck, ex-CIO da Refap que
se aposentou recentemente e é o primeiro membro do grupo a atingir
este status.
Durante seu agradecimento o colega Werneck - que havia ficado alguns
anos longe da TI quando foi convidado a assumir a posição de CIO da
Refap - fez um comentário que me chamou a atenção: "Vocês não
imaginam o quanto a TI havia se modificado naqueles poucos anos!!" .
Esta frase me fez pensar na dificuldade que os profissionais de TI
enfrentam para manterem-se atualizados. Este é um desafio para
qualquer profissional, mas arrisco dizer que estamos militando em uma
área da administração particularmente demandadora.
Basta pensar como o cenário de tecnologia mudou nestes últimos 10 / 15 anos!
Provavelmente a mudança central tenha sido o advento da internet. Seu
surgimento trouxe inúmeros conceitos e produtos de tecnologia,
voltados a suportar os novos modelos de negócio do mundo WEB – SaaS,
SOA, WebServices, XML, Java, Orientação a Objeto, UML, Cloud
Computing, Virtualização, Web 2.0, Wikis, Blogs, Redes Sociais,
Instant Messaging, Mobilidade, Voip, etc. Estas tecnologias fizeram o
conhecimento anterior virar pó... Para quem ainda não leu, recomendo a
leitura do livro "The world is flat", de Thomas Friedman, que nos seus
primeiros capítulos apresenta uma síntese muito interessante da
evolução da TI e do mundo de Negócios.
Foi neste período de grandes mudanças tecnológicas que a maioria dos
CIOs hoje em atuação foram alçados a posição de líderes.
Nosso desafio nestes anos foi muito maior do que "estarmos
atualizados, prontos a aplicar as novas tecnologias".
O desafio foi (e tem sido) mobilizar as equipes da empresa a INOVAR os
processos e modelos de negócio, transformando toda esta tecnologia em
propostas de VALOR; obter o apoio financeiro da empresa para
concretizar as inovações; criar a cultura de gestão de projetos para
que as iniciativas fossem levadas a cabo com sucesso; criar a cultura
de serviços para que a entrega dos novos sistemas se desse com a
performance acordada; criar elementos para garantir o alinhamento
estratégico de tudo isto; e ainda gerir os custos que aumentavam sem
parar!
Isto é, tivemos que nos transformar em Gestores!
Há 10/15 anos atrás a maioria de nós não tinha noção da amplitude da
gestão. A geração de "Gerentes de CPD" que nos precedeu era
essencialmente técnica, e pouco se discutia sobre a gestão da TI.
Provavelmente o que nos tornou líderes foi perceber antes dos outros
que o Modelo de Gestão da TI estava em construção, e que a competência
que precisávamos desenvolver não era técnica.
Dedicamos muito tempo e esforço aprendendo a ser Gestores. Aprendemos
lendo, discutindo e aplicando as novas metodologias e modelos de
referência de Gestão de TI: Cobit, ITIL, PMI, CMM, BS 27001,
outsourcing, rightsourcing, multisourcing, BPO, SLA, Service Desk,
Catálogo de Serviços, SaaS, modelagem e automação dos processos da
cadeia da TI, alinhamento com a Estratégia do Negócio, Governança,
participação no board... ufa!
Trilhamos a rota da profissionalização da gestão de TI, algo
comparável à revolução da qualidade na indústria nos anos 80 e 90. A
exemplo dos gerentes dos departamentos de qualidade desta época, os
CIOs atuaram decisivamente na mudança dos paradigmas da organização,
que estava aprendendo que a informação e o conhecimento eram os ativos
realmente relevantes para o sucesso.
Bem... E agora? Para aqueles que estão almejando ser os CIOs do
futuro, qual será a competência essencial a ser desenvolvida?
Uma coisa é certa: Autodesenvolvimento é o segredo do SUCESSO. Boa sorte!
Pesquisa: empresas ainda não se adequaram ao Sped
Por Redação do COMPUTERWORLD
Apesar do prazo para entrega dos arquivos da Escrituração Contábil Digital (ECD) ao Fisco terminar na próxima terça-feira (30/06), muitas empresas estão em fase inicial ou ainda não iniciaram a sua implantação. A constatação é da pesquisa "Os impactos do Sped no Brasil", realizada pela consultoria Deloitte, entre 25/05 e 22/06, que ouviu 78 empresas no País.
Cerca de 80% das empresas consultadas estão obrigadas a entregar a ECD até o final deste mês, mas aproximadamente 27% não estão com os processos adiantados. De acordo com Carolina Velloso Verginelli, gerente da área de consultoria tributária da Deloitte, muitas empresas não tinham conhecimento do tempo e da complexidade dos subprojetos do Sped (ECD, EFD e NF-e).
A não apresentação da ECD no prazo fixado acarretará em multa de 5 mil reais por mês ou fração. Caso haja inconsistência nas informações reportadas, as penalidades podem ser ainda maiores, dependendo dos reflexos tributários que a imprecisão de dados causar.
Ainda sobre o estágio atual de implantação, a pesquisa detectou que quase 25% das empresas obrigadas a entregar a Escrituração Fiscal Digital (EFD) até 30/09 também estão em estágio inicial ou ainda não iniciaram o projeto.
No que se refere à Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), das empresas que precisam se adequar até 30/09, cerca de 14,6% estão em fase incipiente do projeto. A próxima onda de obrigatoriedade da NF-e abrange 54 importantes setores da economia, entre eles, cosméticos, informática e produtos de limpeza. Caso não cumpra a obrigação, a empresa fica proibida de emitir o documento fiscal em papel, paralisando, assim, suas atividades.
A pesquisa evidencia, ainda, que a maioria das companhias não está confortável com relação ao cadastro de participantes (clientes e fornecedores) e itens. Do ponto de vista tributário, 48,8% não estão totalmente seguras quanto à qualidade das informações geradas e devem fazer uma análise, monitoramento e eventual ajuste de seu sistema.
Outro dado que revela incertezas em relação à consistência dos dados está no fato de que quase 34% das empresas não têm segurança de que todas as informações contidas em seus ERPs (sistemas de gestão empresarial) serão migradas adequadamente para o Sped.
Na pesquisa, duas consequências trazidas pelo Sped foram apontadas com maior frequência. O cruzamento eletrônico de informações aparece em 77% das respostas, seguido pelo aprimoramento dos controles fiscais, com 65%.
