terça-feira, 21 de julho de 2009

Tudo que você sempre quis saber sobre a Carreira em Y





A carreira em Y



Nas grandes empresas (Bradesco, Votorantim, Sony, BrasilTelecom, GM, ou qualquer empresa que tenha um grande numero de pessoal de tecnologia) rola o que eles chamam de carreira em Y. Essa denominação foi criada para que
os profissionais que não quiserem passar para a área administrativa possam continuar subindo na empresa na área técnica, e ganhando melhores salários. Porém, todo mundo reclama que é dificílimo ser promovido. Então alguém
criou este guia de como ser promovido na carreira em Y.

Analista 1
O indivíduo começa como Analista 1 e pode chegar a ser Analista 8. Os Analistas 1 sao comumente conhecidos como Analistas baby, ou seja, um pouco mais que estagiários. Condições necessárias para vocês virarem Analistas 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8:

Analistas 2 e 3
Faça o seu dever, cumpra seus prazos, fique algumas vezes depois do horário, faça cursos de aperfeiçoamento, seja sociável e trabalhe em equipe. É necessário destruir plantações de pepinos (pepino = problema).
Obrigatório:Noções de Inglês Técnico
Exemplo: Humanos normais.

Analista 4
Idem ao anterior + matar um leão por dia (leão = um grande problema), com uma carga horária de 12 horas diárias. Ser responsável por 30% da administração de uma rede pequena de 700 usuários.
Obrigatório: inglês, espanhol e Java obrigatórios + 1 linguagem desejável.
Exemplo: Fodões.

Analista 5
Idem ao anterior + um dragão por semana (dragão = um problema enorme), com uma carga horária diária de 16 horas sem feriados. Ser responsável por 40% da administração de uma rede do tipo 1.000 usuários.
Obrigatório: inglês, francês, japonês, espanhol, Java e .Net.
Exemplo: Mister M, David Coperfield, Padre Quevedo.

Analista 6
Idem aos anteriores, só que, mata-se 1 leão por hora, um dragão por dia, um alien por semana (alien = um problema do outro mundo) e mais uma área equivalente a meio globo terrestre em plantações de pepino. Carga horária diária de 20 horas. Ser responsável por 75% da administração de uma rede de 2.500 usuários e 30% de todos os projetos internos de tecnologia.
Obrigatório: inglês, francês, alemão, japonês, espanhol, aramaico, latim, mandarim, vietnamita, Java, .Net, Ruby on Rails, PHP e Python.
Exemplo: criaturas mitológicas, gnomos, ninjas com o poder dos 9 cortes.
Obs: assim como os ninjas, somente um Analista 6 pode matar um Analista 6.

Analista 7
Idem aos anteriores, só que, os leões e dragões fogem de você. Você terá que caça-los em outras dimensões e planetas. Uma área equivalente a uma estrela classe 5 (Sol) em plantações de pepino e três aliens e um predador por dia (predador = um problema impossível de ser resolvido, exemplo, fazer um corpo com massa m viajar com velocidade acima da velocidade da luz). Carga horária diária de 25 horas. Ser responsável por 100% da administração de uma rede de 6.000 usuários e 60% de todos os projetos internos de tecnologia.
Obrigatório: inglês, francês, alemão, japonês, italiano, espanhol, aramaico, latim, mandarim, vietnamita, BORG, Klingon, Pascal, Fortran, Java, .Net, ABAP, XML, EasyTrieve, IMS/DC, Telon e todas as 13500 línguas e dialetos que o C3PO fala no filme Star Wars.
Exemplo: Mago Merlin, JEDIs como Luck Skywalker e Obi-Wan Kenobi, Mestre Yoda (daí o nome de carreira em Y), Darth Maul, Spectroman.

Não desanime, conseguir você irá, um analista 7 você será. Grande poder tem o lado negro GERENCIAL da FORÇA. Você também terá que ser um Highlander, pois só com uma vida eterna você terá tempo para atingir este cargo, mas não se esqueça que só pode haver um e não deixe que nenhum outro analista 7, corte sua cabeça.

Analista 8
É o cargo máximo no UNIVERSO e você será considerado como o mestre dos elementos. Você terá o poder sobre a vida e a morte dos seres, logo você não precisa mais matá-los, você apenas deseja que os problemas se resolvam ou cria novas leis físicas no universo para que isso aconteça. E você irá perdoar a todos. Você será onisciente, onipresente e onipotente. Carga horária diária indefinida, para você o tempo e o espaço já não existem. Ser responsável por 100% dos projetos e 100% da área de tecnologia de uma empresa de 30.000 usuários, em 7 dias.
Exemplo: Deus, Buda, Alá, Zeus, Odim, A Força

CONCLUSÃO

Perceberam como é simples desenvolver carreira técnica???

 


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Empresas se preocupam com sustentabilidade, mas fazem pouco

 
Segundo pesquisa da IBM e da consultoria IDC, executivos colocam responsabilidade social entre as prioridades sem definir orçamento.
 
A responsabilidade social e os cuidados com o meio ambiente fazem parte do discurso da maioria dos executivos do setor de tecnologia. Mas, na prática, as empresas têm feito muito pouco nessas áreas. É o que apontam pesquisas globais realizadas pela consultoria IDC e pela IBM.
 
Segundo um estudo conduzido anualmente pela IBM, que teve a participação de 224 executivos de vários países, apesar da maioria afirmar que é comprometida com princípios de responsabilidade social, poucas empresas realmente apuram e analisam as informações sobre o tema. De acordo com a pesquisa, esse cenário impede que alterações sejam feitas para aumentar eficiência, baixar custos, reduzir o impacto ambiental e melhorar a reputação da companhia.
 
Apenas 19% dos pesquisados afirmam coletar, frequentemente, informações sobre a emissão de gás carbônico (CO2) e cerca de 80% deles não analisam dados de fornecedores em relação à emissão de carbono. Além disso, a análise indica que seis, de cada dez executivos, não estão verificando se os fornecedores cumprem leis trabalhistas.
 
Outra pesquisa, realizada pela IDC, indica que 78% dos CIOs não têm um orçamento específico para iniciativas de TI Verde. Ao mesmo tempo, 68% dos entrevistados afirmam que a eficiência na questão de energia está no topo das prioridades de suas companhias dentro dos projetos corporativos em sustentabilidade.
 
Mesmo sem definir o orçamento, 15% os entrevistados disseram que têm como meta diminuir a emissão de carbono na atmosfera; e 14% pretendem criar produtos ecologicamente corretos.
 
 

Cigam: respeito é bom e todo mundo gosta

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2009/07/16/respeito-e-bom-e-todo-mundo-gosta/
A fornecedora gaúcha de software de gestão empresarial comprova que
respeitar os funcionários é um excelente negócio.

A história de Cleandro de Lima explica porque a gaúcha Cigam merece o
título de vencedora da dimensão "Respeito", da edição 2009 do prêmio
"Melhores Empresas para Trabalha de TI e Telecomr". Aos 16 anos, Lima
começou a trabalhar na fornecedora de software de gestão empresarial
como office boy. Hoje, aos 28 anos, responde pela coordenação nacional
da área de suporte a clientes da companhia gaúcha, cujo produto
concorre com o ERP (Enterprise Resource Planning) de gigantes como
Oracle e SAP.

"Na empresa na qual trabalhava antes, não tinha nem registro [na
carteira profissional]. Tive uma oportunidade única aqui. Fui acolhido
e recebi toda a condição técnica de formação profissional e pessoal
para tudo o que precisei", recorda.


> Confira ranking completo com as 60 melhores empresas


A primeira promoção veio 11 meses após a contratação de Lima, quando
ele passou a fazer parte da equipe interna de atendimento e suporte a
usuários. Muitos treinamentos depois e com a faculdade de
Administração de Empresas concluída, há quatro anos ele é o
coordenador nacional de suporte da Cigam, responsável por uma equipe
de 30 funcionários.


A ascensão profissional de Cleandro Lima é fruto de esforço individual
e apoio coletivo de colegas de trabalho e da Cigam. Histórias assim é
que fazem a diferença para que empresas figurem em rankings sobre
qualidade de ambiente de trabalho.

O título da dimensão Respeito, conquistado este ano pela Cigam, não é
obra do acaso. Em 2007, a companhia já aparecia na lista realizada
anualmente pelo instituto Great Place to Work em parceria com o
Computerworld. Naquele ano ficou na 24ª posição entre as 50 empresas
indicadas no ranking geral. Em 2009, a Cigam não só tornou-se a
companhia mais respeitosa, como evoluiu na listagem geral, ocupando o
10º lugar entre as 60 melhores empresas de TI e Telecom para se
trabalhar.


É certo que o empenho de Cleandro Lima foi - e é - fundamental para
sua evolução profissional. Mas se a Cigam não reconhecesse o potencial
do então contínuo e o apoiasse, é provável que a carreira do atual
coordenador nacional de suporte não tivesse deslanchado como ocorreu.


"A empresa sempre me deu a oportunidade de crescer, me deu todo apoio
e recursos para que eu pudesse me desenvolver. Obtive certificações da
universidade Cigam e desde 2006, tenho feito cursos de qualificação em
gestão de pessoas", afirma Lima.


Todos juntos
Dar condições que garantam o desenvolvimento de um profissional não se
limita a iniciativas ligadas à qualificação, como treinamentos. Diz
respeito, acima de tudo, a observar os colaboradores, procurando
identificar seu potencial e o que pode ser estimulado.


Este, talvez, seja o principal mérito da Cigam. O diretor de gestão de
pessoas e um dos sócios da empresa fundada há 19 anos, Vanderlei André
Reinhart, conta que o maior desafio da companhia é crescer sem perder
o olhar particularizado que dedica a cada funcionário. O segredo para
isso, diz o executivo, é manter os gestores próximos às suas equipes.


Na Cigam não há salas exclusivas para as chefias. Líderes e
funcionários compartilham o mesmo espaço, com mesas lado a lado.
Reinhart vê duas vantagens neste modelo de organização física do
ambiente de trabalho. Primeiro, ele permite uma maior aproximação
entre lideranças e equipes, propiciando a criatividade e o surgimento
de ideias. O segundo aspecto é que a proximidade entre colaboradores e
gestores faz com que os funcionários se sintam mais à vontade para
compartilhar problemas e sugestões com seus chefes.


É claro que não basta sentar ao lado para construir relações de
confiança. É preciso estruturar políticas que garantam a preparação
dos líderes em relação à gestão de pessoas. Na Cigam, a opção foi
criar o Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL), cujo intuito é
justamente treinar e qualificar os novos colaboradores que ocupam
cargos de chefia, garantindo a renovação e a continuidade de pessoas
qualificadas para atuar como gestores. Em média, os profissionais em
cargos de liderança têm entre dois e 12 anos de casa.


Além disso, a empresa conta com um espaço de ouvidoria, na área de
recursos humanos, no qual os colaboradores podem falar sobre problemas
pessoais ou profissionais, em sigilo. "Acho, sinceramente, que a
gestão de pessoas é o alicerce que vai garantir a evolução do nosso
negócio", observa Reinhart. Ele acrescenta que, em média, os
funcionários da Cigam permanecem entre 5 anos e 7 anos na companhia.

Faturamento maior


A expectativa é que este ano o faturamento da Cigam cresça 20% em
relação a 2008, quando a empresa obteve receita de, aproximadamente, 8
milhões de reais. A meta para 2009 é atingir números próximos a 10
milhões de reais. O bom desempenho financeiro é compartilhado com os
funcionários, que semestralmente recebem parte dos lucros. A divisão
segue regras internas que consideram aspectos como função, tempo de
trabalho na empresa e nível de qualificação formal. "É uma maneira de
incentivar que o profissional se qualifique e permaneça na empresa",
ressalta Reinhart.


O quadro de funcionários, que atualmente totaliza 130 pessoas, também
avançou 20% em comparação a 2008. Os colaboradores ficam distribuídos
nos três escritórios da empresa: a sede, em Novo Hamburgo (RS), e duas
filiais, em Brasília (DF) e Curitiba (PR). Aproximadamente 85% dos
empregados são da área de tecnologia da informação.


A julgar pela expectativa de crescimento financeiro, a crise não
parece assustar a Cigam. Vanderlei André Reinhart atribui a
tranqüilidade com que a empresa enfrenta a instabilidade na economia
mundial à comunicação transparente que mantém com seus funcionários.
"É prática manter reuniões mensais sobre indicadores e ações
estratégicas. Com o acirramento da crise, julgamos ainda mais
importante este momento e procuramos dar total transparência sobre a
situação", ensina.


De acordo com o diretor, apesar da crise, a empresa manteve os
investimentos em qualificação e treinamento de seus funcionários,
pensando em deixar a equipe preparada para o momento de retomada da
economia, que já começa a acontecer.


Fazer parte do ranking de melhores empresas para se trabalhar é mérito
de corporações que se envolvem na vida dos colaboradores e fazem a
diferença. E a história de Cleandro de Lima mostra que isso é
possível. "A empresa me proporcionou ter um monte de coisas, poder
crescer e me desenvolver em pouco tempo, oferecendo um bem-estar
melhor para a minha família".

1.200 treinamentos em dois anos
Há dois anos, a Cigam deu início à sua Universidade Corporativa, que
reúne todas as iniciativas da empresa ligadas a treinamento e
qualificação, tanto para seus funcionários, quanto para os
colaboradores da chamada "rede Cigam" – formada por 26 representantes
comerciais em todo o País.


De lá pra cá, cerca de 1.200 treinamentos foram realizados e 200
profissionais obtiveram certificações nos produtos e na prestação de
serviços da empresa. Dez funcionários da fornecedora de software de
gestão trabalham dedicados exclusivamente à universidade, cujo
programa inclui mais de 50 cursos presenciais e a distância.


"Estamos focando muito a qualificação profissional. A universidade tem
como foco o aperfeiçoamento profissional de toda a equipe e da rede
Cigam", conta Vanderlei André Reinhart, diretor de gestão de pessoas e
um dos sócios da empresa.

Investimentos nas pessoas

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2009/07/16/investimentos-nas-pessoas/
Caro, gestor, se você está na dúvida entre apostar na loteria ou na
Bolsa de Valores, invista na sua equipe.


O que você diria se alguém oferecesse uma fantástica opção de
investimento: retorno 100% garantido com o dobro da rentabilidade
média do mercado? Nos dias de hoje, provavelmente pensaríamos que se
trata de mais uma maracutaia de Senadores da República ou então outro
golpe da pirâmide, estilo Madoff, que acaba de ser condenado a 150
anos de cadeia.


Será então que não existe aposta certa?


Alguns anos atrás, o Now!Digital e o Great Place to Work apostaram que
o mercado de tecnologia iria investir cada vez mais nas pessoas como
seu principal diferencial competitivo e resolveram criar, em uma
iniciativa inédita no mundo, a pesquisa Melhores Empresas para
Trabalhar em TI & Telecom. Os resultados deste trabalho são
surpreendentes. Todo ano, mais e maiores empresas, interessadas em
transformar seu ambiente de trabalho, participam
da pesquisa.

> Confira ranking completo com as 60 melhores empresas

Em 2009, ano em que a economia vai andar para trás, o número de
participantes cresceu 30%. As 60 Melhores de TI & Telecom no Brasil
formam uma lista maior do que listas nacionais, aglutinando todos os
setores, em muitos países do mundo. A conclusão é clara: a forma mais
eficaz de superar crises é investir nas pessoas, antes, durante e
depois de qualquer crise.


Além do crescimento quantitativo, mais significativa ainda é a
evolução qualitativa. No mundo todo, a média da avaliação entre as
Melhores Empresas para Trabalhar cresce, ano a ano, um ponto
percentual, dois no máximo. As Melhores de TI & Telecom no Brasil
evoluiram, este ano, impressionantes cinco pontos. Isso representa um
expressivo reforço no nível de confiança entre líderes e liderados,
melhoria no espírito de equipe e camaradagem entre colegas e
crescimento no orgulho com o trabalho e a empresa.


Um resultado como este só pode ser obtido se, de fato, a melhoria do
ambiente de trabalho está na agenda de todos os gestores e executivos.
Tudo isso aparece em um momento em que o Brasil está mais inserido no
mercado mundial, onde todas as principais multinacionais de tecnologia
atuam no País e empresas brasileiras abrem subsidiárias no exterior.
Em outras palavras, nos tornamos mais competitivos apostando no
talento das pessoas.


Os resultados da pesquisa não deixam margem à dúvida. As empresas de
tecnologia finalmente encontraram o elo perdido entre Tecnologia de
Informação e Negócios. Não se trata de nenhuma fórmula mágica nem de
algum software revolucionário. Este vínculo se dá através da
preparação dos líderes e do investimento nas equipes. Quando as
pessoas sentem que o trabalho não é apenas um emprego, mas que tem um
significado especial, os resultados são muito diferentes. Não é à toa
que, conforme comprovam os dados da pesquisa, entre as Melhores
Empresas para Trabalhar o nível de satisfação dos clientes externos é
muito maior e o desempenho destas companhias nas Bolsas de Valores
chega a ser duas a quatro vezes maior do que a média do mercado.


Portanto, caro gestor, se você está na dúvida se aposta na loteria ou
na Bolsa, invista na sua equipe. E você, profissional do mercado de TI
& Telecom, não desperdice seu talento: procure uma das Melhores
Empresas para Trabalhar, pois ela vai estabelecer com você o vínculo
mais importante na relação de trabalho: confiança. Ao contrário das
manchetes dos jornais diários, estampando os efeitos negativos da
crise ou as criativas formas de esvaziar cofres públicos, as Melhores
Empresas para Trabalhar trazem exemplos práticos de como construir uma
sociedade melhor.


Esta é a única aposta certa a fazer!

Como ser contratado pelas melhores empresas

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/carreira/2009/07/16/por-um-lugar-ao-sol/
Para quem está procurando emprego, as companhias do ranking do GPTW
aparecem como sonho de consumo. Saiba como se diferenciar da multidão
e conseguir uma vaga.

Uma coisa é certa: estar no ranking das melhores empresas para
trabalhar faz o número de currículos recebidos crescer
exponencialmente. Para os profissionais, isso significa que a
concorrência aumenta na mesma proporção. Mas o que leva um candidato a
se diferenciar da multidão e ser contratado por uma dessas companhias?

Conhecimento técnico e experiência, claro, contam muito. Entretanto, a
principal questão não é essa – afinal, na pior das hipóteses,
experiência é uma questão de tempo e conhecimento pode ser adquirido.
Nas melhores empresas para trabalhar, o mais importante é o perfil do
candidato.

> Confira ranking completo com as 60 melhores empresas


O CEO do GPTW, Ruy Shiozawa, explica que, entre as empresas que fazem
parte do ranking, a prática que vem ganhando mais importância nos
últimos anos é a de recrutamento. "As empresas não querem apenas
separar os profissionais bons dos ruins. Elas querem o profissional
bom e que tenha os mesmos valores do que ela", afirma.


Para ser bem-sucedido na tarefa de arrumar um emprego nessas
companhias, o candidato tem de procurar um lugar nos quais os seus
valores serão entendidos e aceitos. De nada adianta ser um excelente
profissional, se as idéias, objetivos e ideais não batem.


"Se a pessoa está procurando um emprego só para bater cartão, terá
problemas com as empresas do ranking, que não estão buscando esse tipo
de profissional. Com essa abordagem, é até possível 'burlar' o
processo de recrutamento e conseguir uma vaga, mas isso não vai durar
muito", diz Shiozawa.


O CEO destaca que, no ranking, existem empresas nos dois extremos:
muito formais e nada formais. "Se a pessoa gosta de trabalhar de terno
e gravata, não vai se sentir bem em um lugar aonde todos vão de
bermuda". Por isso, é fundamental que o candidato conheça a empresa em
que pretende trabalhar. "Não adianta entrar no site meia hora antes e
repetir para o entrevistador um monte de coisa que não conhece bem",
afirma.


Mercado mais exigente
Além de procurar a empresa certa, o candidato também tem de entender
que o mercado de tecnologia está cada vez mais exigente em seus
processos de seleção, apesar do déficit de profissionais qualificados.
As empresas dão preferência a quem tem graduação, fluência em um ou
mais idiomas e certificações de peso.


Esta é a conclusão de uma pesquisa encomendada pela Impacta
Tecnologia, centro de treinamento e certificação em TI, à MBI
Mayer&Bunge Informática, que ouviu 100 empresas de diferentes
segmentos. De acordo com o levantamento, um dos principais indícios é
o perfil dos profissionais que estão nos quadros das companhias.


A maioria dos entrevistados (75,8%) atua na área há mais de dez anos;
31% possuem curso superior e 37% pós-graduação. Uma importante
evolução foi constatada em relação ao número de profissionais apenas
com o ensino médio. Hoje esse percentual é de apenas 6%.


Em relação ao número de empresas em que os profissionais atuaram ao
longo de suas carreiras, o estudo mostra que 65,8% dos participantes
passaram por duas ou cinco, no máximo, enquanto 21,5% deles estiveram
empregados em uma única companhia.


Quanto ao domínio de línguas estrangeiras, o inglês é líder com 94,6%,
seguido do espanhol, com 40,9%. O italiano figura em terceiro lugar,
com 5,4% seguido pelo francês, 4,7%, e pelo alemão, 2%. (RC e AG)

Dicas Gerais
Na hora de procurar emprego, algumas atitudes valem muito, não só para
entrar nas melhores empresas. O diretor do site de recrutamento e
carreira MonsterBrasil.com, Rodolfo Ohl, aponta uma série de
iniciativas que vão ajudar nesta tarefa:

Montagem do currículo

- O currículo tem por objetivo gerar a entrevista do próximo trabalho,
logo, ao escrevê-lo, é preciso focar na pessoa que irá ler;
- O currículo deve estar gramaticalmente bem escrito e objetivo, sem
informações genéricas.
- Destacar as conquistas profissionais;
- Colocar os objetivos profissionais de maneira específica, sem generalizações;
- Resumir as principais qualificações para rápida identificação dos
talentos do candidato por parte dos entrevistadores;
- A diagramação do currículo deve estar padronizada para evitar que
fique poluído demais.

Os principais erros cometidos pelos candidatos
- Colocar dados fundamentais, como endereço e telefone, desatualizados
ou errados sem perceber;
- Fazer um currículo comum, parecido com um formulário, que não prende
a atenção do recrutador;
- Objetivos profissionais localizados em outros lugares que não o topo
do currículo.

Diferenciais
- Boas referências de empregos anteriores auxiliam na escolha dos
candidatos (quando estas forem pedidas pelos recrutadores);
- Mostrar interesse e atenção às informações passadas na entrevista.

Atitudes proibidas durante a entrevista
- Tentar enrolar na hora de responder às perguntas do entrevistador.
Isso acaba tirando o foco da resposta, e o entrevistado sai pela
tangente, não falando sobre o que foi perguntado;
- Esquecer de dar exemplos específicos de trabalhos e realizações;
- Não ser sincero e mentir sobre o que é perguntado, principalmente no
que se refere às experiências profissionais;
- Tomar liberdade demais com o entrevistador. O melhor é agir sempre
com profissionalismo independente da forma com que o entrevistador
trata o candidato;
- Demonstrar arrogância e excesso de confiança;
- Não é bom deixar de fazer perguntas ao entrevistador, pois assim
você não demonstra tanto interesse na vaga.